Verso 1
Era mil oitocentos e oitenta o ano a contar,
Quando a fome e a esperança dividiram o olhar.
Da velha Itália partiram sem saber o amanhã,
Sperandio e Gioconda, com Albino na mão.
O mar não tinha promessa, só vento e oração,
Um navio carregando sonho, medo e canção.
Cada onda era um adeus, cada reza um sinal,
Que Deus guiava os Librelato rumo ao chão do Brasil.
Pré-Refrão
E entre lágrimas e fé,
O destino chamou…
Refrão
Librelato! Nome escrito na terra e no céu,
Com suor, com coragem, com a bênção de Deus.
Da Itália ao Brasil, uma história sem fim,
Raiz que não morre, sangue que segue em mim.
Librelato! É colono, é semente, é chão,
É enxada na mão e rosário no coração.
Azambuja foi lar, Pedras Grandes o altar,
Onde o sonho virou pão e a fé fez morar.
Verso 2
No Rio de Janeiro pisaram sem saber,
Que o Sul os chamava pra recomeçar e viver.
Foram enviados pra mata, pro frio e pro barro,
Onde só a coragem abria caminho no mato.
Barraco de madeira, fogão de chão,
Mas nunca faltou fé nem união.
Gioconda rezava, Sperandio a lutar,
E Albino aprendia o valor de ficar.
Refrão Final (mais forte)
Librelato! Geração que não esquece a raiz,
Honra os passos antigos pra viver mais feliz.
Se hoje somos muitos, foi um dia um casal,
Que cruzou o oceano confiando no sinal.
Librelato! Que ecoe no tempo a cantar,
Que os netos e bisnetos possam sempre lembrar:
Tudo começou com fé, coragem e chão,
Na Colônia Azambuja, em Pedras Grandes, então.
Final (falado ou cantado suave)
Mille grazie, nonni…
A terra lembra de vocês.

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